Procrastinar … já lhe aconteceu?!

Penso que, a maioria das pessoas, já passou por esta experiência: ir adiando tarefas, projetos, atividades, …. sejam pessoais ou profissionais.

Um dos aspetos interessantes é compreender quais são os motivos que estão subjacentes à procrastinação, como:

– o perfeccionismo (“vou começar apenas quando dominar completamente o assunto”, “estou à procura da melhor forma para …”),

– a hostilidade (por exemplo, quando não gosta da atividade ou da pessoa que a solicitou),

– a complexidade (sentir que a tarefa é demasiado difícil ou longa, por exemplo),

– o excesso de confiança (quando se está convicto de que tem ainda muito tempo para executar a tarefa).

Um outro aspeto ainda mais interessante é mudar o hábito de procrastinar! Como? Veja e pratique:

– clarifique / defina os seus objetivos – procurando a motivação que o conduza a evitar procrastinar (pode até imaginar-se a dar-se um reforço a si mesmo aquando do alcance desse objetivo),

– planifique o seu tempo – fazendo a gestão diária de tudo o que tem para fazer,

– mantenha o foco – evite as distrações (concentrando-se, por exemplo, durante 25 minutos na tarefa que definiu – como indica a Técnica Pomodoro).

E, já agora, sabia que uma consulta psicológica o pode ajudar a deixar a procrastinação? Invista em si!

 

 

 

 

A necessidade de aceitação …

Há, por vezes, alguma tendência para depender das opiniões das outras pessoas.  A necessidade de aceitação e de confirmação, conduz algumas vezes à partilha total da vida com um número significativo de amigos mais ou menos próximos.

O resultado traduz-se na súmula das opiniões, dos conselhos e alvitres por parte de todos os ouvidos e, consequentemente, na confusão generalizada da pessoa que busca confirmação …

A propósito … juntaram-se, um dia, um conjunto de sapos com o objetivo de atingir o alto de uma determinada torre. Havia muita gente a ver o acontecimento e a vibrar com eles. A competição começou e da enorme multidão começaram a ouvir-se os comentários: “que pena … os sapinhos não vão conseguir… não vão ser capazes … que pena …”. E, de facto, um a um os sapinhos começaram a desistir. Exceto um, que sozinho continuou no seu percurso; ia cansado mas prosseguiu e alcançou o alto da torre. Todos estavam admirados e queriam saber como tinha conseguido. Decidiram ir ter com o sapinho e perguntar-lhe como tinha feito para  concluir a prova. Descobriram que ele era surdo.

Moral da história? Vale a pena sabermos aquilo que queremos e o que somos capazes de fazer, independentemente do que os outros possam pensar ou opinar. Conhecer os nossos recursos internos e ter definidos objetivos pessoais ajuda a sentirmo-nos bem connosco – e, logo, com os outros!

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Ver tudo a cor cinza …

Um dos exercícios que uso comummente em consulta é o registo de situações agradáveis. Curioso é verificar que, na maior parte dos casos, existe dificuldade em identificar esse tipo de situações no quotidiano. A tendência é para valorizar o negativo e os acontecimentos negativos. Tal como quando se educa uma criança se tende a valorizar os comportamentos menos adequados …

Sugiro que experimente: faça o registo diário de situações agradáveis.

3 (13)É um bom exercício! A fazer todos os dias!

Tristeza ou depressão?

Existe alguma confusão entre estes dois fenómenos … Vejamos!

Estar triste é um estado provocado por causas externas e em que, normalmente, a pessoa não se isola – até pelo contrario, muitas vezes pede ajuda. Este estado traduz-se em tristeza, choro,  desalento, angústia, saudade, mágoa, entre outros sentimentos.  Exemplos de acontecimentos que podem suscitar tristeza são o fim de uma relação, a morte de alguém querido, a perda de um emprego.

A depressão não necessita de um acontecimento externo para surgir. Traduz-se em dificuldades como sentir-se cansado sem motivo aparente, não conseguir concentrar-se, ter dificuldade em tomar decisões e em entender o que sente, sentir-se apático e sem interesse por coisa alguma, optando, normalmente, por se distanciar dos outros. Associam-se sentimentos de vazio, de auto-desvalorização, de fracasso, ausência de vontade de levar a cabo situações que anteriormente eram vividas como prazenteiras, irritabilidade. Igualmente podem existir alterações no sono (dormir pouco ou em demasia), no apetite (comer demais ou muito pouco). Muitas vezes, pessoas ansiosas e vidas super-ocupadas mascaram situações de depressão.

A psicologia clínica pode ajudar.

Contacte psicologia.www@gmail.com

 

A autoestima

A autoestima é o que sentimos por nós próprios, baseados no modo como nos vemos.

Este sentimento por nós mesmos nasce no que pensamos a nosso respeito (“Gosto da minha atuação”), passa pela perceção que temos de nós (“Eu sou uma pessoa de valor”), exprime-se pela maneira como nos comportamos (“Ago como uma pessoa com mérito”) e apresenta um determinado resultado na relação com os outros e connosco próprios (“Sou respeitado pelos outros e sinto-me bem”).

Se pensarmos, por exemplo, numa pessoa que é vítima de maus tratos, a pessoa não gosta da sua atitude, vê-se como fraca e impotente, desrespeita-se, anulando-se, e como resultado o outro também não a respeita.

Desenvolver a autoestima passa por:

•Mudar o diálogo interno – ou seja, tomar consciência do diálogo interno, do crítico interior que temos, e mudar os padrões habituais de pensamento;

•Desenvolver a inteligência emocional – conhecendo-nos, autorregulando as emoções e promovendo a auto-motivação.