Mindfulness: o que é? para quê praticar?

O que é Mindfulness? O que é a atenção plena? Para que serve a prática?

Do ponto de vista da Psicologia, Mindfulness significa estar atento ao momento presente, intencionalmente e sem crítica ou julgamento. Significa, por isso, que a pessoa, de forma ativa, vivencia a experiência presente, sem julgar e/ou interferir com o que sente nesse momento.

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O que acontece é que, normalmente, a nossa mente vagueia e, basicamente, o seu conteúdo é dominado pelo “piloto automático”. Este “piloto automático” vai divagando entre conteúdos mentais do passado e do futuro, contudo … o único momento que temos é o momento atual.

Por outro lado e perante determinadas emoções que não pretendemos sentir, o que surge – paradoxalmente – é a ruminação, o ficar a pensar sempre no mesmo, ou a evitação, o procurar pensar noutra coisa. O facto é que desenvolvemos muitas vezes pensamentos obsessivos, ficamos cada vez mais mergulhados em emoções nocivas e não conseguimos sair deste ciclo – apenas eternizamos o mal-estar.

A Atenção Plena ou Mindfulness significa saber gerir os conteúdos mentais (não eliminá-los!), optando em cada momento pelo momento presente, pelo que quero pensar e sentir. Significa ter consciência dos pensamentos e poder geri-los; significa olhar para as emoções e escolher se é aquele sentimento que quero sentir.

Desta forma, a prática de Mindfulness permite que, de uma forma consciente e ao mesmo tempo amável, tomemos contacto e nos relacionemos com os pensamentos, com as emoções e com os sentimentos, desfrutando do único momento que temos: o presente.

E quais os benefícios que se evidenciam com a prática de Mindfulness?

Muitos estudos e investigações têm sido desenvolvidos nos últimos anos e todos apontam para várias mudanças significativas na vida das pessoas que praticam Mindfulness. Alguns dos benefícios identificados são:

  • aumento da consciência / autoconhecimento
  • redução da ansiedade, do stresse e da depressão
  • melhoria da autoconfiança e autoestima
  • reconhecimento das emoções e regulação emocional
  • desenvolvimento da atenção e da concentração
  • gestão eficaz da impulsividade
  • promoção de comunicação positiva e autêntica consigo e com os outros
E  como aprender ou como desenvolver uma prática de Atenção Plena?
Com o intuito de partilhar esta prática e de @ ajudar a gerir as suas emoções no dia-a-dia, organizei um Workshop de Introdução à Prática de Mindfulness. Desfrute! As informações e as inscrições estão aqui:
Conto consigo!
Entretanto … fique bem, no momento presente!

Ouvir o crítico interior

Há uma voz que, ao longo do dia e em qualquer circunstância, nos vai acompanhando. Muitas vezes nem nos apercebemos dela, já que tendencialmente permitimos à nossa mente funcionar em “piloto automático”- o que significa não ter consciência dos pensamentos que vão pululando na nossa cabeça, tal e qual como borboletas a pousar de flor em flor!…

Esse discurso que vamos mantendo connosco mesmos, e a que chamamos diálogo interno, é muitas vezes preenchido por uma voz julgadora, crítica – o nosso crítico interior. Que passa a vida a dizer-nos (e a procurar convencer-nos!) ” … fizeste mal … não tens a certeza … isso que disseste soa a disparate … os outros vão achar-te ridículo … o que disseste não tem qualquer interesse … não és capaz … etc … etc … “, entre muitas outras críticas internas!

Parece-lhe haver algum interesse na manutenção deste crítico? Certamente não. Por variadas razões, nomeadamente porque apenas suscita insegurança, medo e angústia. Impede-nos de crescer, impede-nos de ser.

Como fazer, então?

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Em primeiro lugar, tomar consciência da existência desta voz e, depois, notar, identificar, quando e como ela se concretiza – o que diz essa voz? quando surge? tem matizes diferentes?

E de cada vez que o crítico interno surge, faça uma inspiração, pare e procure não se envolver com o mesmo, não o alimentar; apenas dê conta da experiência, apenas note a experiência da emoção que está a sentir: “isto é apenas como me sinto neste momento … o que sinto é insegurança ... o que sinto é raiva … o que sinto é ansiedade“.

A seguir e ao expirar, deixe ir a auto-punição, o auto-julgamento. E centre-se unicamente na sua respiração: inspiro, expiro – sem forçar, apenas notando aquela respiração.

No Retiro Transformar Pensamentos e Emoções, dias 25 e 26 de junho, vamos treinar esta – e outras! – maneiras de nos constituirmos como @ noss@ melhor Amig@!

Informações e inscrições: psicologia.www@gmail.com ou +351912530064

Fiquem bem, cuidando de vós!

 

 

Retiro TRANSFORMAR pensamentos e emoções através das práticas de Mindfulness e Yôga

Viver conscientemente significa conhecermo-nos, significa identificar pensamentos e emoções e saber escolher o que, no momento presente, nos propicia bem-estar e equilíbrio.

Privilegiando momentos para – apenas! – nós, como no presente Retiro, estamos a dar-nos espaço e tempo de reflexão, compreensão e possibilidade de mudança e transformação.

É com base nestes pressupostos que, neste retiro e através das práticas de Mindfulness e Yôga, vamos:
• reconhecer os habituais padrões de pensamento e as crenças subjacentes,
• saber lidar com as diferentes emoções, agradáveis ou menos agradáveis,
• encontrar o nosso SER!

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: psicologia.www@gmail.com ou +351912530064

Este retiro, aberto a pessoas com e sem experiência de meditação e de yôga, inclui momentos de prática de atenção plena / mindfulness em andamento e sentado, prática de yôga e refeições vegetarianas realizadas com atenção plena.

As responsáveis pela orientação do retiro:
• Conceição Viterbo, Psicóloga e Hipnoterapeuta Clínica, utiliza as terapias de 3ª geração (nomeadamente Mindfulness) na prática clínica. Apaixonada por tudo quanto diz respeito ao aprender a ser, tem concebido, desenvolvido e implementado workshops e palestras no âmbito do autoconhecimento, inteligência emocional, liderança pessoal, motivação, entre outros.
• Natacha Santos, instrutora de Yôga desde 2004, leciona aulas teóricas e práticas em espaços vocacionados, ginásios e empresas. Conduz também aulas de personal training. O objetivo é o de contribuir para o desenvolvimento pessoal e o bem-estar do praticante a todos os níveis, através da aplicação das técnicas milenares poderosas que o yôga tem no seu acervo.

O local que escolhemos, que promove o recolhimento e o contacto com a natureza, é em Soutelo, Vila Verde:
www.casadatorre.org / http://casadatorre-soutelo.blogspot.com/

Programa do retiro:
Sábado, 4 de junho de 2016
09h00 – 09h30 Chegada
09h30 – 10h00 Boas-vindas e apresentação
10h00 – 11h00 Prática completa de Yôga
11h00 – 12h30 A adição ao pensamento
12h30 – 13h00 Prática de mindfulness
13h00 – 15h00 Almoço em atenção plena
15h00 – 16h00 Padrões de pensamento e crenças
16h00 – 17h00 Mindfulness em andamento
17h00 – 18h00 Prática de Yôga com ênfase na reprogramação emocional
18h00 – 19h00 Prática de mindfulness
19h00 – 19h45 Reflexão e partilha
20h00 Jantar em atenção plena
21h15 – 22h00 Prática de mindfulness
Domingo, 5 de junho de 2016
07h30 Acordar
08h00 – 09h00 Acordar melhor com a prática de Yôga
09h00 – 09h45 Pequeno-almoço em atenção plena
09h45 – 10h45 Prática de mindfulness
10h45 – 13h00 Emoções: consciência e … depois?
13h00 – 15h00 Almoço em atenção plena
15h00 – 16h00 Lidar com as emoções nocivas
16h00 – 17h00 Prática de mindfulness
17h00 – 18h00 Prática de Yôga – a respirar é que a gente se entende.
18h00 – 19h00 Reflexão, partilha e encerramento

As vagas são limitadas!

Lidar com emoções “nocivas”

A SERENIDADE Todos os momentos dos nossos dias, das nossas vidas, estão intrinsecamente associados às emoções e aos sentimentos. E, mais do que isso, à maneira como cada um de nós vai convivendo com as emoções que vão surgindo. É da interação entre a emoção, o pensamento e o comportamento que surgem as dificuldades, nomeadamente a ansiedade e a depressão – tão comuns nos dias correntes.

É com base num artigo de Tara Brach*, que adapto e partilho a técnica RAIN, uma das forma de aprender a lidar com as emoções que consideramos nocivas.

RAIN significa:

R – Reconhecer o que se está a passar

A – Aceitar que a experiência permaneça como é

I – Investigar com interesse e cuidado

N – Nutrir-se com autocompaixão

 

R – Reconhecer o que se está a passar

Reconhecer significa admitir, num dado momento e conscientemente, os pensamentos, sentimentos e comportamentos que nos estão a afetar. O primeiro passo para lidar com as situações que nos afetam – e com os sentimentos considerados nocivos – é apenas reconhecer que estamos presos a crenças dolorosas, que se traduzem em determinadas emoções e sensações físicas.

Os sintomas envolvem, entre outros:

  • o nosso crítico interior, a autocrítica,
  • sentimentos de medo, incapacidade, vergonha ou medo,
  • ansiedade / depressão.

Reconhecer é apenas dar conta do que se está a passar, observando – conscientemente – o que sucede no momento. Reconhecer o que surge permite a transformação – enquanto negarmos algumas emoções apenas perpetuamos o nosso sofrimento.

Quando sentirmos que algo nos afeta, podemos, por exemplo, dizer a nós mesmos “observa!”, “apenas nota o que se passa…”, “estou a sentir … (nomear a emoção) ”.

 

A – Aceitar que a experiência permaneça como é

Aceitar que os pensamentos, sentimentos, emoções, sensações que reconhecemos estão presentes, sem procurar modificá-los, controlá-los ou evitá-los. E também evitando julgar o que se está a passar.

Trata-se de reconhecer conscientemente os autoboicotes, os juízos, bem como os sentimentos que surgem e, simplesmente, aceitá-los.

Muitas vezes investimos grande quantidade de energia a evitar, a manter distantes, determinadas emoções consideradas “más / vergonhosas / inadequadas” – tal como a raiva, a solidão, a tristeza, a inveja. Evitar, controlar ou ter medo de que as emoções nos controlem apenas permite que essas mesmas emoções ganhem mais força. Afinal, as emoções surgem e, se as reconhecermos, desaparecem.

Pode ajudar dizer uma palavra ou frase para nós mesmos, como “sim, tudo está bem” – reconhecendo e aceitando a experiência do momento.

 

I – Investigar com interesse e cuidado

Após termos reconhecido e aceitado o que está a acontecer, podemos voltar a nossa atenção para a curiosidade, para a investigação acerca da experiência. Contudo, mais do que curiosidade intelectual, ou concetualização, a investigação será mais profunda se a atenção se dirigir para as sensações físicas.

É importante investigarmos gentilmente, com ternura e sem julgamentos. Deste modo, criamos uma sensação de conforto e cuidado connosco mesmos e, em consequência, abrimos espaço para aprofundarmos os medos, vergonhas e feridas emocionais.

Ajuda usar perguntas como:

  • O que é que é mais importante neste momento?
  • Como estou a experienciar esta situação no meu corpo? Onde sinto a experiência?
  • Quais são as minhas crenças?
  • O que estou a sentir revela o quê de mim?

 

N – Nutrir-se com autocompaixão

 

Sermos autocompassivos significa cuidarmos de nós com amor, com ternura e de forma bondosa. Para tanto, há que identificar do que é que necessita esse lugar, esse espaço, que – dentro de nós – está assustado, magoado ou revoltado? E, de seguida, oferecer-lhe ajuda, reconforto, abrindo o nosso coração: necessita de consolo? De perdão? De companhia? De amor?

Podemos dizer mentalmente “desculpa, gosto de ti!”, “confia em ti!”, “sentires culpa é inútil!”.

Para algumas pessoas, ajuda também o gesto de colocar a mão no peito ou a visualização de uma luz brilhante e protetora. Podemos, igualmente, pensar em alguém especialmente querido e imaginar que toda a ternura, todo o carinho, todo o amor desse alguém, mergulha no nosso ser.

 

Boas reflexões!

 

* Adaptado de https://www.tarabrach.com/rain-de-la-auto-compasion/

Sair da inércia e deixar a procrastinação (NOVA EDIÇÃO)

Quantas vezes já lhe aconteceu adiar tarefas que tem para fazer, sabendo que são importantes? Ou adiar tarefas que até lhe propiciam algum prazer e, mesmo assim, procratina-se… Outras vezes, acontece sentir que a vida “está a passar ao lado” – seja pela falta de motivação, seja pela apatia, seja ainda pela ausência de tomada de decisões, o resultado é o adiar sistemático da vida, a frustração e a autoculpabilização!

Neste workshop o objetivo é partilhar consigo estratégias para, no dia-a-dia, poder sentir que é o autor da sua própria vida, definindo os seus objetivos, envolvendo-se com os mesmos e cumprindo as suas metas. Resumidamente: assumir o leme da sua vida!

Conteúdos:
• Momento atual: diagnóstico.
• O adiar e a desmotivação: o que fazem na nossa vida? Consequências?
• A revolução cognitiva: como a usar a nosso favor?
• Deixar de adiar a vida: estratégias práticas para o dia-a-dia.

Quando: 21 abril, das 18h30 às 21h30.

Onde: Confraria Vermelha, Livraria de Mulheres

Formadora:
Maria da Conceição Viterbo, natural do Porto, Doutorada em Psicologia Social, Pós-Graduada em Sexologia e Psicoterapia e Licenciada em Psicologia pela Universidade do Porto. É hipnoterapeuta clínica e coach. Exerce a prática privada de Psicologia Clínica, é docente do ensino superior, concebe e implementa cursos, palestras e workshops na área do comportamento humano.

Informações e inscrições: brandsmotion@gmail.com  /  osteuslivros@gmail.com

A auto-estima e as dependências

“Gostar de mim? Nunca pensei nisso … sinto-me bem é a ajudar os outros, a cuidar deles … eles é que são importantes.” – será que pensa assim? conhece quem pense assim?

Nas relações de namoro / casal, nas relações familiares, encontra-se muitas vezes a tendência para viver em função do outro, para a dependência, que acontece sem intenção e sem autoconsciência. Abandoná-la não é tarefa simples, já que as dependências têm papéis específicos nas nossas vidas. Apenas começa, a partir de determinada altura, a sentir-se que algo não está bem, que há algo que falta ou que não faz sentido.

Um dos primeiros passos para a libertação da dependência é promover a auto-estima, o amor-próprio. Embora o desenvolvimento do amor-próprio seja algo primordial, o facto é que nunca nos é ensinado como o fazer! Pelo contrário, em crianças ouvimos vezes sem conta “não sabes o que dizes”, “ não sabes como se faz, deixa!”, “não és capaz de …” …

É com o objetivo de alcançar a realização pessoal, aprendendo a gostar de si e transformando as emoções autofrustrantes, que vou promover o workshop Amor próprio e dependências psicológicas. Apareça e cuide de si, amando-se!

Onde: Confraria Vermelha Livraria de Mulheres, Rua dos Bragas, 32, 4050-122 Porto

Quando: 27 janeiro/2016 (15/18h)

Informações e inscrições: 22 098 6816